Muito tem se falado em inovação nos últimos anos. 2011 será o ano para colocá-la em prática.
Muito tem se falado em inovação nos últimos anos. 2011 será o ano para colocá-la em prática. Estamos observando uma rápida mudança de cenário na área da tecnologia. Novos dispositivos móveis estão entrando com força no mercado. E o que hoje parece ser apenas bom presente de Natal, em 2011 será a realidade.
Assim que os preços começarem a baixar no Brasil (já está acontecendo em outros países), uma massa de usuários deverá incorporar esses novos dispositivos ao seu dia a dia. E como tudo o que é bom acostuma rápido, essa tendência fará com que os usuários tenham outras expectativas que não apenas as convencionais, que os softwares atuais estão acostumados a lhes proporcionar.
A inserção desses novos hardwares no mercado exige novos softwares. Para os mais antenados, isso significa uma grande oportunidade. A flexibilidade, a mobilidade e a interatividade que esses dispositivos trazem, estabelecem uma nova forma de relação humano-computador. Não basta pegar um software existente e simplesmente fazer uma versão para o iPad, por exemplo. Isso não será o suficiente. Aí que entra a necessidade da inovação. Para conquistar a sustentabilidade que tantos almejam, as empresas devem começar a pensar diferente.
Toda essa movimentação é positiva, pois representa um amadurecimento do mercado. Quanto mais exigente for o usuário, mais o mercado se qualificará para atendê-lo. Novas empresas de tecnologia estão aproveitando esse momento para se desenvolver, e deverão crescer nos próximos anos. Quem não deseja que sua empresa faça o caminho inverso, ou seja, diminuir a cada ano, é aconselhável começar a refletir, agora, sobre como essa mudança afetará o seu negócio.
A boa notícia é que as empresas que atendem a área corporativa estão em vantagem em relação àquelas que vendem para o consumidor diretamente. Na venda direta, o movimento é extremamente acelerado, tem que se ter muita agilidade para poder acompanhá-lo. Já no B2B, tem-se um pouco mais de tempo. A curva de vendas costuma ser mais lenta, e as empresas-clientes invariavelmente sofrem de uma certa inércia, demorando um tempo até trocar ou incorporar tecnologias.
Com isso, os sistemas tradicionais ainda terão uma sobrevida. Mas para as empresas de software permanecerem no cenário daqui há alguns anos, é fundamental adaptar-se ao novo ambiente. O usuário dificilmente saberá verbalizar o que ele quer, mas sabe muito bem o que não quer (ou não vai mais querer). Cabe à própria empresa pesquisar e planejar o que esse usuário desejará de seu software nesse novo contexto. Descobrir de que forma essa nova maneira das pessoas relacionarem-se às mídias digitais será incorporada em seu negócio, exigirá um pouco mais de esforço das corporações, mas valerá muito a pena logo adiante.
Agora é o momento certo para inovar. Todas as empresas de tecnologia deveriam estruturar um núcleo dedicado à inovação. Em breve, isso não será mais um diferencial competitivo, e sim uma questão de sobrevivência.
Letícia Polydoro

