Forno que cozinha sozinho; cápsulas de realidade virtual no shopping; capacete com conexão wireless.
Forno que cozinha sozinho o cardápio que você desejar; cápsulas de realidade virtual disponíveis no shopping; capacete com conexão wireless. Parecem ideias mirabolantes para você? Pois para Jay Lee são ideias bastante viáveis.
Nos dias 7 e 8 de outubro, na FIERGS, participei de um excelente evento promovido pelo IEL. O tema: inovação. O seminário foi idealizado e conduzido por Jay Lee, cujo currículo impressiona (Ohio Eminent Scholar, L.W.Scott Alter Chair Professor, Diretor do NSF – Centro de Pesquisa Indústria/Universidade em Sistemas de Manutenção Inteligente (IMS) Universidade de Cincinnati).
Como inovação é a palavra da moda, inicialmente temi que poderia passar meus próximos dois dias ouvindo clichés sem muita utilidade. Para a minha satisfação, o que ocorreu foi exatamente o oposto. Foram dois dias extremamente produtivos, de imersão em um assunto que muitos falam, mas poucos conseguem colocar em prática. Lee é uma dessas pessoas. Ele se mostrou muito acessível, e sua vontade e empenho em desenvolver o potencial dos participantes eram genuínos.
A ideia central de tudo é até reconfortante: qualquer pessoa tem o potencial de gerar ideias inovadoras, bastando, para isso, se desprender de conceitos pré estabelecidos pela sociedade de consumo. O mais interessante é que isso não ficou só na teoria, de fato alcançamos essa condição durante o evento. Foram geradas algumas ideias que, em uma primeira análise, poderiam parecer saídas de um livro de Asimov. Mas cada uma delas fazia parte de um raciocínio lógico e simples, e que não estamos acostumados a fazer. Normalmente somos reativos ao ambiente que nos cerca e ao cotidiano.
As ideias citadas no início do artigo são apenas algumas das que surgiram e foram incentivadas por Jay Lee. Se fosse possível retroceder cerca de 20 anos no tempo, e alguém falasse sobre um telefone que cabe na palma da mão, sem fio, com o qual é possível se comunicar com qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta, e que também tira fotografias, grava e mostra vídeos e ainda toca músicas, o que você pensaria? Qual a sua opinião sobre esse indivíduo? Maluco ou visionário? O tempo traz a certeza da resposta. A diferença entre em inovar ou não está em aguardar por essa certeza, ou fazê-la acontecer.
Letícia Polydoro

